<p>Com a família - apegado às pessoas da casa, o Bulldog demonstra afeto a todos os familiares. Mas quase sempre elege um dos integrantes como dono predileto. Esse será seguido pelos cômodos, festejado de maneira mais efusiva e também terá sua atenção regularmente cobrada. Os exemplares da raça são de pedir carinho e gostam de contato físico. Um bom colo para apoiar a cabeça e um demorado abraço são sempre bem-vindos.
<p>Com pessoas de fora da casa - atualmente, a braveza da raça se restringe à expressão. Dócil e sociável, o Bulldog é um cão de muitos amigos. Num primeiro contato, pode até se manter distante do desconhecido. Mas seu lado reservado tem curtíssima duração. Não resiste a um convite para brincar ou a um chamado doce. É o tipo de cachorro que pode ser afagado por qualquer pessoa e que, salvo pelo amedrontador ar carrancudo, não dispõe do menor talento na guarda.</p>
<p>O quanto late - discreto por natureza, o Bulldog está entre as raças mais silenciosas da espécie canina. É realmente raro vê-lo latindo. É daqueles que muitas vezes não emitem um só sinal, nem mesmo quando toca a campainha ou quando chega gente de fora da casa. Esse é mais um dos motivos que o tornam uma boa opção para apartamentos e ambientes onde latidos podem causar incômodo.</p>
<p>Com cães e animais - se acostumado desde pequeno, o Bulldog tende a ser amigável com a bicharada. A maioria dos relatos descreve histórias felizes de exemplares vivendo bem com gatos, aves e até com cães do mesmo sexo. Mas, para quem prefere garantia de paz, o mais recomendado é não manter dois ou mais Bulldogs machos. Essa relação é a que costuma reunir as exceções à regra do bom convívio que rege a raça.</p>
<p>Inteligência - não se pode classificar o Bulldog como brilhante, mas ele também não desaponta. É capaz de fazer associações básicas de causa e efeito, como perceber que vai passear só de ver alguém com a coleira na mão. Mas, de forma geral, não é daqueles que surpreendem os donos com grandes demonstrações de esperteza e capacidade de solucionar problemas, como nos trazer a vasilha de água quando vazia para que seja reabastecida.</p>
<p>Destrutividade - durante os primeiros meses de vida, os exemplares da raça, como a maioria dos filhotes da espécie canina, tendem a roer objetos indevidos, como pertences do dono e móveis da casa. Se educados, no entanto, perdem o mau hábito antes de chegarem à fase adulta. Bulldogs maduros, com um ano ou mais, só costumam ser destruidores caso se sintam abandonados pela família. A raça não tolera bem a solidão e pode protestar estragando aquilo que sabe que não deve. É sua maneira de dizer aos donos que está sendo negligenciada.</p>
<p>Com crianças - a boa convivência com a garotada é um dos pontos altos da raça. Paciente amoroso e robusto, o Bulldog é daqueles que aceitam até brincadeiras mais bruscas sem demonstrar hostilidade. O máximo que costuma fazer, caso os baixinhos estrapolem, é se afastar. Mas não pense que ele tem pique para longas correrias ou outras brincadeiras que exigem muito fôlego e resistência. A constituição física pesada e o focinho achatado, que não lhe oferece a melhor das capacidades respiratórias, levam a raça a preferir brincadeiras mais calmas e não muito prolongadas.</p>
<p>Grau de atividade - difícil encontrar raça tão calma quanto o Bulldog. Embora até tenha momentos de maior pique, ele gosta mesmo é de tranquilidade. Passa a maior parte do dia deitado ou sentado em algum canto. De tempos em tempos, levanta-se para uma voltinha e sossega novamente. Esse espírito sereno o torna bastante indicado para ambientes internos e pouco espaçosos, nos quais raças ativas ou estabanadas podem gerar problemas.</p>
<p>Obediência - esse quesito não é o forte da raça. Trata-se de um cão de personalidade, e um toque de teimosia definitivamente faz parte do seu charme. Como sua natureza, no entanto, não costuma ser destruidora nem muito ativa, o fato de não ser exemplarmente obediente não tende a gerar problemas na convivência familiar. Só não se devem esperar de um Bulldog demonstrações circences. Embora até haja casos de exemplares muito bem adestrados, que atendem a todo tipo de comando, eles fogem à regra. De qualquer forma, aos que pretendem driblar um pouco o estilo não muito submisso da raça, treinamento e obediência desde cedo pode ajudar de maneira considerável.</p>
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